ablue ou ablui? – Infinitivo abluir. Conjuga-se como os verbos terminados em -UIR. V. efetue. V. abolir e seus análogos.
● conjugação de abolir (regular e defectivo). O verbo abolir é defectivo nas formas em que ao -l se segue -a ou –o: Significa anular, suprimir. Conjuga-se abolir somente nas formas em que a terminação começa pela vogal e ou pela vogal i. Exemplos:
1) Ele abole os defeitos humanos.
2) Abolimos o hábito de brigar.
Presente do indicativo: tu aboles, ele(a) abole; nós abolimos, vós abolis, eles(as) abolem.
Pretérito imperfeito do indicativo: eu abolia, tu abolias, ele(a) abolia, nós abolíamos, vós abolíeis, eles(as) aboliam.
Pretérito perfeito do indicativo: eu aboli, tu aboliste, ele(a) aboliu, nós abolimos, vós abolistes, eles(as) aboliram.
Pretérito mais-que-perfeito do indicativo: eu abolira, tu aboliras, ele(a) abolira, nós abolíramos, vós abolíreis, eles(as) aboliram.
Futuro do presente do indicativo: eu abolirei, tu abolirás, ele(a) abolirá, nós aboliremos, vós abolireis, eles(as) abolirão.
Futuro do pretérito do indicativo: eu aboliria, tu abolirias, ele(a) aboliria, nós aboliríamos, vós aboliríeis, eles(as) aboliriam.
Imperativo afirmativo: abole tu, aboli vós.
Imperativo negativo: não se conjuga.
Presente do subjuntivo: não se conjuga.
Pretérito imperfeito do subjuntivo: se eu abolisse, se tu abolisses, se ele(a) abolisse, se nós abolíssemos, se vós abolísseis, se eles(as) abolissem.
Futuro do subjuntivo: quando eu abolir, quando tu abolires, quando ele(a) abolir, quando nós abolirmos, quando vós abolirdes, quando eles(as) abolirem.
Infinitivo imp. não flexionado, da forma nominal: abolir.
Infinitivo pessoal, flexionado, da forma nominal: abolir eu, abolires tu, abolir ele(a), abolirmos nós, abolirdes vós, abolirem eles(as).
Gerúndio da forma nominal: abolindo.
Particípio passado da forma nominal: abolido.
● verbos análogos a abolir: aborrir (aborrecer); aturdir (atordoar); balir (soltar balidos, a ovelha ou cordeiro) banir; bramir (bradar, gritar colericamente); brandir (empunhar arma, erguendo-a; agitar); brunir (fazer brilhar, por polimento); carpir (capinar); colorir; comedir- -se (conter-se); compungir (sensibilizar-se, tornar-se arrependido); convir (no sentido de ser conveniente, ser útil, impessoalmente; em outro sentido, a conjugação é integral); cumprir; descomedir-se, desmedir-se (exceder-se); delinquir (pronuncia-se sempre o u); delir (dissolver algo em líquido); demolir; detergir (limpar, purificar); desjungir ou disjungir (desatrelar, separar, desunir); emergir (aparecer, manifestar-se, expressar-se; admite os particípios emergido e emerso); esculpir (exercer a arte da escultura); exaurir (esgotar-se, tornar-se exausto, admite os particípios exaurido e exausto); explodir (admite-se expludo, explodes, etc); expungir (apagar, eliminar); extorquir (conseguir algo de alguém por meio de ameaça); fremir (rugir, bramir); fruir (desfrutar, gozar de benefícios); fulgir (brilhar, resplandecer); fundir (derreter, dissolver; alguns dizem: fundo, fundes, etc); ganir (dar ganidos, gemer, expressando dor ou medo); grunhir (soltar grunhidos); haurir (retirar algo de onde estava, extrair); imergir (afundar); impingir (impor); insculpir (entalhar, gravar); injungir (ordenar, impor); jungir (juntar, unir, ligar); languir (perder a vitalidade, definhar); latir; monir (com o significado de admoestar, avisar. Não confundir com munir, que se usa em todas as pessoas); nitrir (rinchar, relinchar); poir ou puir (polir, lustrar; podemos escrever puis, pui, puímos, puís, puem; puía, puías, etc.; pronominal: puí-a, puí-as, etc., escreve-se com u ou com o, mas a pronúncia é a mesma); pruir (o mesmo que prurir, agradar, deleitar); prurir; pungir (estimular, incitar); refulgir (brilhar com intensidade); retorquir (replicar, contrapor; profere-se o u; no infinitivo, frequentemente ele não é pronunciado); ruir (desabar, desmoronar-se); tinir (zunir); tugir (falar baixinho); ungir (dar unção a); urgir (ser urgente); usufruir (desfrutar); zunir (zumbir, movimentar-se produzindo ruído agudo); (Otelo Reis. Breviário da conjugação dos verbos da Língua Portuguesa, 1974).

